
Vai, amor, confessa. Você não está mais feliz. Não está mais completo. Não está mais sorrindo como sorria ao meu lado. Não sabe mais o que pensar quando se lembra de nós. Como é mesmo o nome? Ah, é claro. Nostalgia. Vai nos perseguir pelo resto de nossas vidas. Eu vou te ver andando na praça com aquela menina, e vocês estarão rindo. Só que seu riso estará vazio. Incompleto. Desajeitado e inseguro. Está diferente. E, então, nossos olhares vão encontrar. E seu riso para. E a nostalgia invade nossos corpos. Aquela coisa que parece combinada. Que, em fração de segundos, consegue fazer com que nossa sintonia seja a mesma, por mais que não tenha sido desse jeitinho, assim, todo “nós”, por sei lá quantos anos. Nos sintonizaremos. E aquela menina vai perceber que é só um empecilho no nosso caminho. Fazer o quê? Só que aí eu vou perceber o porquê de não estarmos mais juntos. Por mais que você tente manter a sintonia, eu serei mais forte… Pra quê? Por quê? Acho que a hora de ser forte já passou. Aquela fraqueza súbita deveria aparecer, mas… Não apareceu. Fui mais forte que a nostalgia. Fui mais forte que eu mesma e mais forte do que nós. Poderia ser ao contrário? Afinal, acho que toda a força que me faltara antes está em dobro agora. Poderia ser pior? Claro que a nostalgia é horrível. Nos faz pensar no passado e nos arrependermos do que fizemos ou deixamos de fazer. Mas bem que seria bom sentir isso sintonizada à você. Sabe? Daqui a pouco acontece alguma coisa, tipo de filme, quando ele percebe que está com a garota errada e corre pra quem ele deixou. Mas, amor… Foi só a nostalgia, mesmo. Fernanda (f-ixed)
Vai, amor, confessa. Você não está mais feliz. Não está mais completa. Não está mais sorrindo como sorria ao meu lado....
Vai, amor, confessa. Você não está mais feliz. Não está mais completo. Não está mais sorrindo como sorria ao meu lado....
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