
O que fizemos? Olhe para o que fizemos, menina. Nos perdemos. Perdemos uma a outra. Ferimos uma a outra. Destruímos o que tanto nos custou para construir. Como pudemos deixar tudo se esvair desta forma? Como pudemos deixar tudo para trás? Você não vê? Acabou. Eu não te conheço mais. Eu não sei quem é a menina dos cabelos castanhos compridos e voz poderosa e melodiosa. Não consigo mais olhá-la nos olhos. Tenho medo do vazio que se instalou neles. E não posso mais viver na ilusão de que nada mudou, tudo ficará bem em breve. É obvio que não. É obvio que, mais uma vez, nós perdemos tudo. É obvio que eu te perdi. Mas, a dura verdade, é que isso é tudo culpa minha. Se não fosse por aquela decisão estúpida, se eu tivesse me mantido calada… Eu coloquei tudo a perder, por motivos inexplicavelmente tolos. Foi culpa minha. Por isso eu tentei, mais uma vez, colocá-la em você. Então, por favor, me perdoe. Me perdoe por te fazer sentir culpada, por banalizar a sua dor, mais uma vez. Me desculpe por sempre achar que eu sinto mais. Me desculpe por ser uma melhor amiga terrível. Me desculpe por não ser mais sua melhor amiga. E eu sabia, no fundo eu sabia, que você teria de se apoiar em alguém para não cair, uma vez que eu não estava lá. Eu só não queria admitir. Eu não queria aceitar que você acabaria seguindo em frente, enquanto eu permaneceria aqui, afogada em minha própria angústia e egoísmo. Acho que mereço. Sim, eu mereço. Desculpe-me por errar com você mais uma vez. E desculpe-me por deixar você ir. Acontece que você tem outra pessoas, e eu só tenho a você. Tinha. E você não sabe o quanto dói. Por favor, admita que não sabe. Eu não tenho mais ninguém. Perdi tudo, outra vez. Fiz tudo errado. Outra vez. Eu sempre cometo o mesmo erro, não é? E desta vez não há como consertar. Então, por favor, apenas diga a minha melhor amiga que ela é a pessoa mais maravilhosa que eu poderia ter como amiga. Diga que ela é um anjo. Que me arrependo. Sim, me arrependo de tudo. E eu não vou me esquecer de nada que passamos juntas. Todas as lágrimas, sorrisos, broncas, idiotices, músicas, sonhos, besteiras, revoltas, dramas e momentos de total entendimento sem a troca de uma palavra sequer. Diga a ela que a amo como uma irmã. Que nunca devia ter dito aquelas palavras horríveis. Diga isso a ela, se ainda estiver aí dentro? E não se esqueça de mencionar que sinto muito a falta dela. Por favor. Não se esqueça.
—melancolica-mente para prettytears

— Querido idiota,
Sabia que você acabou de me perder? Eu sei que, sendo você, não parece muito importante agora, mas aguarde. Eu falo sério, você verá. Bastaram-me algumas conversas, algumas revelações, algumas idiotices. […] Você costumava significar tudo para mim. Só de lembrar do teu sorriso, eu já me derretia. Não importava o que eu tinha em mente, ao te ver, eu simplesmente perdia o controle. Desejava imediata e arduamente seu abraço, o som da tua voz. E você me deu, abraços apertados, eu te amos obviamente falsos. Você se tornou uma droga. Era você; as cores, o mundo, a vida, tudo era você. Eu era você. Era o que me importava.
[…] Eu mudei por você. Mudei para te agradar, na esperança de você gostar ao menos um pouco mais de mim. Mudei o cabelo, o sorriso, o jeito, as companhias. Você nem notou. Eu odiei pessoas por você. Pessoas que nada fizeram-me, eu as odiei pelo simples fato de você gostar delas. Eu as odiei profundamente por te terem. Mas elas eram apenas outras vítimas do seu veneno. Eu odiei velhos amigos por você. Eu me odiei. Por não ser boa o suficiente, bonita e popular e o que mais você preza em alguém. Eu me olhava no espelho e me sentia um lixo, procurava defeito por defeito e tramava como fazê-los desaparecer. Eu analizava as meninas que, a esmo, você já ficou, para achar e entender o que elas tinham que me faltava e o que elas não tinham que sobrava-me. E doía, sabia? Muito.
E toda vez que eu pensava em desistir, você percebia e fazia algo para me agradar. Eu me deixava ser completamente abatida pela ilusão de você se importar. Que tola eu fui. Bastava um sorriso em minha direção e eu já desistia de mim. Toda vez que eu te olhava, sentia meu mundo acabar, me faltava ar. Felizmente, hoje, ao te olhar, tudo que sinto é pena e um pouco de raiva. Raiva por tudo o que você fez comigo, com seus amigos verdadeiros e com o menino pelo qual eu me apaixonei. Pena porque eu sei que você não mudará. Pena das pessoas que querem o seu bem, pena de quem corre atrás, de quem gosta de você, por pura falta de sorte. Pena de você que se perdeu, que se matou. Pena de você que é completamente vazio. Pena das pessoas que acreditam que você se importa com elas. Você só se importa consigo mesmo. Seus amigos, as meninas que você beija, você não está nem aí. Você só se importa com o quanto melhor você pode parecer. E eu sei que fará o que for para ser o melhor. E tenho medo disso. Medo de como você passa por cima daqueles que estão sempre ao seu lado, sem a menor piedade. […] E, escute bem, um dia essas pessoas que você usa, verão quem você realmente é e vão te deixar. Você vai acabar perdendo tudo e verá que se tornou um nada.
E você não acabou de perder apenas mais uma menina que era afim de você. Você perdeu alguém que realmente se importou. Um alguém pronto para te aceitar com seus erros e decisões estúpidas. Perdeu uma pessoa que gostava de você de verdade e tinha esperança de você melhorar. Alguém que não só te enxergava - o menino bonito -, mas te via. Por dentro. Eu estaria lá, seu idiota. E você me perdeu. Se tivesse me dado uma chance, eu te mostraria. Se as coisas tivessem acontecido de outro modo…talvez tudo fosse diferente. Mas fico feliz que não foi. Fico feliz por poder desistir de você e não ter de carregar o fardo de mil corações destroçados que você faz seus amigos carregarem por você. Mas você verá. Aguarde e verá. O mundo dá voltas. E quando você estiver abandonado, não venho me pedir por amor. Eu não estarei mais lá para você. Eu terei seguido em frente e te esquecido, da mesma forma que você me esqueceu quando lhe foi conveniente. Então boa sorte com o grande vazio aí dentro. Não me avise se sobreviver. —melancolica-mente

“E aí todos vêm e nos julgam. E que tapemos nossos ouvidos, não precisamos ouvir tais absurdos. Somos tão um do outro, isso que faz diferença. E se nos sentimos bem sentados na calçada em frente de casa, que continuemos ali, até ficar tarde e nos demos conta de que passamos da hora. Que fiquemos ali, que o mundo seja só nosso, nossas vidas se entrelacem. Somos tão um do outro. Em tão pouco tempo, nos fizemos amigos e mais que isso. E venha me deixar em casa todos os dias depois da escola ou trabalho, sabes que gosto de tua companhia. Me deixe aqui, me faça carinhos, deixe-me enrolar teus cachinhos cor de mirtilo que eu tanto admiro… tão meigos teus olhares. Deixe que eu te abrace bem forte e não me solte por nada. Converse comigo até fartar-se, para que eu possa apreciar sua voz melodiosa. Que sejamos o que somos, que sejamos o que os outros teimam em não nos permitir. Que nada mais realmente importe, senão nós mesmos. Traga-me todo o peso que carrega nessa dolorosa vida, mostre-me tudo o que você é. Venha, vamos juntos. Vamos prosseguir por este caminho tortuoso, onde nos atiram palavras afiadas. Venha, e deixe-se amar. Pois eu já te amo.” — outonizei ft. melancolica-mente

— Como você me imagina agora? - a pergunta apareceu no topo da janela do msn, de minha distante e antiga amiga.
Enquanto eu respondia, milhares de memórias dolorosas passaram em minha mente, como um velho filme, que eu nunca cansava de assistir.
— Imaginar? É o que me resta, com todos esses quilômetros nos separando, não é? Está bem. Eu te imagino de franjinha e cabelos curtos, ouvindo Mcfly no seu velho IPod. Imagino-te revirando os olhos, ou dando aquela sua risada aguda. Imagino você chingando seu irmão para poder mexer um pouco mais no computador. […] Imagino-te me beliscando porque viu um menino bonito, ou chingando alguma daquelas meninas ridículas, você sabe. Imagino a gente rindo de tolas piadas internas. A gente andando no condomínio. Imagino você com aquele seu casaco verde escuro com um furo na manga, no lugar do dedão. […] Eu lembro-me daquele dia em que pulamos a janela da tua casa para tirarmos foto na sacada. Lembro-me que sentamos na beirada, pisando no telhado, e sua mãe chegou com o carro vermelho pequeno. Lembro que levamos um tremendo susto e pulamos a janela de volta, rindo. Lembro-me também de como a sua beagle me assustava e de como eu amava o seu quarto. Lembro-me do dia que ficamos na sua enorme piscina até enrugar. Lembro-me daquele dia em que fomos no parquinho para tirar foto, mas já estava escurecendo. Lembro de como você me chamava de “marida”. Lembro do dia em que nós estávamos meio brigadas, você estava chorando muito, e me abraçou e tudo ficou bem. Sei que você acha que esqueci, mas eu lembro-me de tudo. Eu imagino você como se tivesse te visto ontem. E eu tento me convencer de que isso é verdade. De que você ainda mora naquela casa gigante com um portão marrom e muro de pedras. […] Tento me convencer de que posso tocar sua campainha qualquer dia e você vai abrir a porta lateral para mim. Eu vou perguntar se sua cadela está presa e você gritará “Mãe, prende a Biba!”. Sua irmã mais velha vai reclamar de algo e seus irmãos estarão correndo pela casa. Haverá música alta vindo de algum cômodo, ou Mcfly ou Kate Nash. Nós passaremos por aquela parte em que as tábuas estão drasticamente levantadas e subiremos as escadas, decidindo o que faremos. Eu mantenho essas imagens em minha mente repetidamente enquanto passo pela frente da sua casa. Mas, mesmo assim, dói ver a janela do andar de cima fechada, não conseguir captar nenhum sinal de vida. Dói ouvir apenas o silêncio vindo da sua casa, Laurinha. Onde está você? Por que não está aqui?

— Trechos de um diário, 9 de Abril.
[…] Nunca estive tão infeliz em toda a minha vida. Não que eu tenha vivido muito, admito. Mas uma dor de tamanha intensidade só alojou-se em meu coração há alguns anos atrás. Entretanto, já não sei se foi tão ruim. Meus pais acham é drama, drama adolescente. Quem me dera.
Começou com uma estúpida idéia. Eu estava chateada. Cansada de tanta pressão, de tudo estar desmoronando. Achava que mudar seria o melhor. Eu me sentia um tanto perdida em mim mesma. […] Apresentei aquela idéia à minha mãe e no mesmo dia, tudo já começou a dar errado. Você que está lendo isso, sabe o que é se arrepender? Sabe? Então esqueça, é muito mais que isso. Você nem faz idéia. Eu daria tudo o que me pertence para voltar no tempo e calar-me naquele infeliz instante.
—11 de Abril.
Hoje, fui avisada que tudo realmente mudaria. Tudo estava perdido. Eu estava mais perdida ainda. Lágrimas; escorrendo pelos rostos que eu tanto amava - perdão, ainda amo. Mas de nada adiantaria. […] Chegando em casa, lá pelas 16h, eu estava sozinha. Minha mãe só chegaria com a minha irmã em uma hora. Sentei-me no chão frio do corredor, e pus-me a chorar. Soluçava como um bebê, as lágrimas escorriam violentamente, atropeladas por outras que já vinham. Chorei a tarde inteira, embora fosse em vão: a dor não passara. Não havia o que eu pudesse fazer.
— 19 de Abril.
Hoje faz uma semana que tudo mudou. Faz uma semana que nada mais faz sentido. Faz uma semana que dói. Constantemente. É pior, muito pior do que eu jamais poderia imaginar. Os dias passam rápido, sem qualquer proveito. Sem rumo ou objetivo. Só passam. Só sigo. […] Me sinto completamente morta por dentro.
Há uma semana, eu choro todos os dias. Em silêncio, jogada no chão, abertamente ou só por dentro. Eu choro. Você não entende. Não sabe como é. Eu estou perdida. Vazia. Destruída. Arrependida. Devastada. É tudo… morto. Não, você não está nem perto de entender, então cale-se. […] Não conheço o lugar onde estou, as pessoas que me cercam. […] Você sabe o que é saudade? Não, você não tem a mais remota idéia. Sinto falta de cada ação, piada, crueldade, risada, idiotice, bagunça e planos tortos para o futuro. As pessoas que deixei para trás são como uma família para mim. Em cada situação, pego-me imaginando o que eles fariam ou diriam se estivessem ali. Você sabe o que é dor? Então deixe de hipocrisia, pois você não aguentaria implorando o que eu aguento agradecendo. Você não entende como é não estar lá, com eles. […] É como ser lentamente dilacerada. Não sabe como é estar com pessoas que não significam nada, enquanto as que você ama estão juntas, vivendo o melhor ano de todos. Não, você não sabe o que é dor. Não sabe o que é estar no nada. Vazio. Escuro. Você não sabe como é quando a dor é tão intensa que o mundo parece paralisar-se por alguns instantes para apreciar a forma como ela te devora por dentro. Você sabe? Não, eu sei que não. Ás vezes dói tanto que eu não consigo nem respirar. Não dá pra explicar. É angústia. Medo. Raiva. Lágrimas. Lamento. Dor. Solidão. Saudade. Arrependimento. Desespero. Mais dor. Revolta. Pensamentos destruidores. Devastação. Mais dor e lágrimas. Hipóteses. Desperdício de tempo. E dor.
Todos dizem que, com o tempo, eu vou acostumar-me. Mas eu não quero. Não quero render-me. Não quero aceitar que tudo acabou. Não.
Eu entro na sala com aqueles desconhecidos, e para mim, tudo é vazio. As pessoas, as conversas, as risadas, as histórias, as idiotices. Para mim, a sala está vazia. Completa e cruelmente vazia.

5- Carta para os teus sonhos.
Tudo isso, não é tão simples assim, não é? Eu sei, eu sei. Há algumas coisas que gostaria de lhe dizer. As palavras estão presas aqui dentro, mas farei meu melhor. É difícil te alcançar. Há toda essa dor, todas essas mentiras e obstáculos. Todas essas pessoas desviando-me de meu caminho. Há essa multidão densa que não me deixa seguir em frente. E o tempo não me dá trégua alguma. […] Se já tentou correr em chão molhado, sabe bem como me sinto agora. Mas mesmo com todas essas coisas, eu continuo lutando. E eu estou chegando aí. A sua própria existência me incentiva a respirar fundo e sorrir. A sua presença aqui dentro não me permite desistir. É tudo o que eu quero. Mesmo que pareça impossível, eu aprendi esperar até que as coisas se encaixem. Aprendi a diferenciar quem envenena e quem cura. Os caminhos tortuosos e certos dos retos e errados. Aprendi que ás vezes a gente precisa sofrer mesmo. E talvez, ao chegar aí onde você está, eu esteja preparada. Eu saiba o que fazer. Talvez tudo simplesmente valha a pena. Toda essa confusão e sofrimento. Todas esses sentimentos tortos.Talvez, afinal, seja simples assim. (melancolica-mente)

Seus olhos castanhos já não demonstram felicidade e calor; hoje, eles demonstram melancolia, frios como gelo. Seu sorriso já não é de alegria, nem espontâneo; ele é apenas uma mascara, sofrida e falsa, para convencer e afastar aqueles que fingem se importar. Suas bochechas queimam com as lagrimas secas que ela já não pode evitar. Seu dedo está com um calo, devido o seu desejo de escrever para extravasar a dor. Seus lábios estão cortados e sua voz está falhando. A respiração está entrecortada e os braços estão cruzados, tentando segurar seus pedaços.[…] Ela está com um nó na garganta, porém não pode gritar. Tem que continuar quieta. Tem que continuar invisível. —melancolica-mente
4- Carta para tua irmã
Querida irmã,
O que poderia dizer-lhe? “Você é demais”, “eu te amo”; bastaria? Seria o suficiente para te explicar essas coisas presas aqui dentro? Essas palavras me soam muito vazias para dizer-lhe. Como te fazer entender o quanto te admiro? Seu sorriso, seu jeito preocupado, o modo como você fala “maravilhoso” quando está estonteada por algo, como você ri das minhas piadas mais sem graça e mostra interesse nas minhas histórias mais tolas. Esses pequenos detalhes tornam-te uma pessoa tão especial e única. Esses pequenos detalhes tornam difícil descrever-te satisfatoriamente.[…] Não são coisas tangíveis. São aqueles pequenos momentos, aquelas repentinas idiotices. E simplesmente não dá para agradecer-te por tudo. Por todas as vezes que você me entendeu, ouviu, confortou, divertiu e aguentou. Por todas as vezes que você se desculpou quando a culpa não era sua. Pelas coisas insubstituíveis que você me ensinou. Eu seria uma pessoa completamente diferente se não fosse por você. Você fez parte de quem eu sou. E todas as vezes que eu desmoronei, você juntou pedaço por pedaço, até me reconstruir. Não é justo que eu não possa dar nada em troca. Não é justo que eu não possa ser uma pessoa tão boa quanto você. Posso apenas agradecer-te por existir, mesmo que isso também não pareça o suficiente. Não há ninguém no mundo que eu confie mais do que em você.
E caio aqui de novo, com essas palavras que soam vazias. Mas quero que saiba que são profundamente verdadeiras.
Eu te amo muito.
Com carinho,

Carta para uma menina supostamente “feia”.
Dói, né? Eu sei que dói… Ver todas aquelas meninas com corpo e cabelos perfeitos, chamando a atenção de todos ao redor, enquanto caminham oferecidamente. O rosto coberto por quilos e mais quilos de maquiagem - será que ninguém vê? As unhas impecáveis, enquanto as suas estão quebradas. Eu sei como é. Olhar-se no espelho e não querer acreditar no que vê. Achar defeitos em cada centímetro de seu corpo. Ver seus cabelos armados, suas olheiras ressaltadas, sua pele manchada e seu corpo sedentário, e querer desaparecer. Também sei como é se sentir inútil, desprezada, tola e incompreendida. Eu sei, eu sei. Dói. Mas sabe de uma coisa? Você, no seu pior dia, é muito melhor do que todas aquelas garotas manequins, juntas. Pois você é única. Você é uma combinação exclusiva de DNA. Uma combinação exclusiva de naturalidade, força, solidariedade e sinceridade. Sabe o quanto exige ser você mesma? É infinitamente mais fácil adequar-se ao padrão da sociedade, ser mais um boneco; pois não é necessário fazer decisão alguma. As palavras, já estão programadas, as ações estão estabelecidas. Mas aquelas meninas perfeitas, já não sabem mais quem são; com sorrisos falsos e palavras artificiais. Tudo o que você precisa ser, está aí dentro. Chama-se beleza interior. E se você não for você, então quem você será?
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